Neste meu espaço aberto, está exposto um livro incompleto......

06
Jun 09

 

Ontem, dia quatro de Junho, um ser humano entre os milhares, quiça milhões, foi depositado na terra que o há-de consumir até ser pó cinza e nada.

Que tem este facto de tão extraordinário, então?

Apenas o facto de ter sido a mulher que me pôs no mundo anos atrás.

Apenas o facto de ter sido a mulher que mais me amou, a par de outra, de forma incondicional.

Na mágoa, na dor da perda, tive a ousadia de lhe dirigir as palavras, que aqui deixo.

 

Mãe, 

Maria, como a Senhora que olha por todos nós.

Eis-nos a breves instantes de te entregar de volta à terra onde serás pó, po de onde o Senhor te tirou um dia, para te tornar carne como qualquer mortal.

E eu tive o previlégio de ser carna da tua carne, sangue do teu sangue.

Neste momento de tão profunda dor, sinto o misto de alegria por estar certo que a tua alma já terá encontrado a do teu companheiro de meia vida, tua, teu esposo e meu pai e é com júbilo redobrado que terá também reencontrado a da tua companheira da vida inteira, tua irmã Mariana.

Certo que um dia, também a minha reencontrará as vossas e aí as minhas lágrimas agora de dor em alegria se tornarão.

Até lá, querida mãe   

publicado por noitesemfim às 20:31

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