Neste meu espaço aberto, está exposto um livro incompleto......

13
Jun 09

Dissertemos um pouco ao sabor do pensamento sobre tema supra apresentado.

Partindo da evidência de que todos os dias tomamos decisões, quais serão os seus condicionalismos.

Inúmeras pessoas há, que todos os dias devem e tomam decisões de uma forma rápida, instantânea, para outras a tomada de decisão tem outras condicionantes.

Comecemos por referir o exemplo do comum mortal, o condutor de um veículo que em milésimos de segundo reage, virando, travando ou acelerando, tentando evitar o desatre iminente. Por vezes a guinada de volante é tão abrupta que na tentativa de evitar um acidente, o condutor provoca outro com os respectivos danos colaterais.

Conoto estas decisões com o instinto de sobrevivência puro.

Complique-se um pouco mais a questão e abordemo-lo da prespectiva de um agente da segurança perante um acto ilicito em que tenha de reagir com a força, que, face à lei, não deve ser superior aquela que a ameaça produz.

Anos de treino, fornecem-lhes a valências, os conhecimentos para reagir adequadamente. Verifica-se no entanto que há quem dispondo de uma arma de fogo não faz sempre o correcto uso da mesma e acontecem ocasionalmente mortes por excesso de zelo e mais grave se torna quando é a vida de um inocente que está em causa, e eis-nos perante um dano colateral. Conoto estas decisões com o instinto de sobrevivência também, mas condicionado. (Condicionado pelas restrições que a lei impõe, uma delas é que o primeiro tiro é para o ar, o segundo é para os membros e lá mais pró fim atira-se a matar.)

Há no entanto decisões na nossa vida que antes de serem tomadas, já têm os danos colaterais anunciados e nesse caso deveriamos protelá-las, não digo nunca as tomar, para os evitar ou minimizar.

Tenho-me como exemplo do que a seguir escrevo.

Nunca fui, não consigo ser calculista, sou de reacções expontãneas, e quem assim é por vezes paga na "pele" no corpo e na alma tal virtude ou defeito.

E pasme-se, eu faço-o muitas vezes, mas não profissionalmente, porque na minha profissão a expontanêidade não é uma prática muito comum porque quase tudo está escrito, tal como o onde, o como e o quando, sendo que o porquê apenas é admissivel depois de executadas as práticas. 

Durante uma vida amei uma mulher, disse amei?, ainda amo, até quando só Deus sabe, que me deu, além do seu mundo, três filhos, lindos, maravilhosos. Durante uma vida não terei estado atento a suspiros e ais e anseios. Durante uma vida ali aportei, como navio amarra em porto seguro.

Durante uma vida não vi que de tantas vezes "embater" no caís este começou a ter rombos, que o suporte das amarras estava ficando fraco.

Durante uma vida não reparei e não cuidei.

Neste caso qual foi a decisão e quias os danos colaterais:

O "cais" fechou a barra a este navio.

Danos colaterais os que resultam da vida inteira.

Aos incauto(a)s, que deste exemplo de vida possam retirar lição, apenas resta dizer: 

 

FAZ (çam) COMO EU DIGO, NÃO FAÇAM COMO EU FIZ 

 

Cuidem de quem amam, abram a mente e sejam felizes.

Cumprimentos  

 

 

       

publicado por noitesemfim às 15:36

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