Neste meu espaço aberto, está exposto um livro incompleto......

26
Jul 09

O tema em titúlo seduz-me sobremaneira, ao mesmo tempo que me intriga e provoca ainda outros sentimentos. 

A maioria das pessoas adopta esta "postura" como forma de preservar a identidade, é verdade, no entanto conseguem, por necessidades ocultas,  expôr a nu intimidades que obrigam o leitor a exercícios mentais profundos para construir uma imagem de quem escreve enormidades sobre si mesmo.

Não estando completamente isento, procuro nunca o fazer.

Se escrevo ou digo ou ligo é para que do outro lado saibam quem sou, o que faço aqui.

Há anónimos que o são por cavardia, porque dessa forma podem tomar atitudes e camuflar atitudes que no seu proprio íntimo descrevem como inconfessáveis e então utilizam a capa e a estes apenas a típica expressão de brasileiro posso dar " TE ENXERGA IRMÃO".

No entanto se abordamos os blogs ou outro tipo de comunicação de forma séria sem ter que esconder nem a pai nem a mãe deveremos fazê-lo abertamente, penso eu de que......

Nesta era de liberdade de expressão o falar sobre alguém tem que ser obrigatóriamente nobre mesmo que seja de nós próprios ou a começar por aì.

Essa nobreza passa de imediato por deixar que o "alguém" tenha nome e é isso que quase sempre comentamos quando nos meios de comunicação ouvimos um falar sobre outro e no final "nickles" não chegamos a saber quem é.

Das duas uma ou as pessoas gostam muito de se ouvir e ler ou então a atoarda é de enormidade tal que o melhor mesmo seria não se tocar no assunto.

Apesar deste ser um daqueles dias em que me apetece escrever fui provocado por um "desconhecido".    

 

publicado por noitesemfim às 17:30

Há dias assim, em que me apetece escrever.

Escrever não é mais que a forma que adoptei de exteriorizar pensamentos, uns mais profundos que outros, é certo, mas esta forma de o fazer advem quase sempre de complexidades maiores.

Nem sempre tem a ver com o estar só, embora esse seja um catalizador com importância  relevante.

Tem mais a ver com o estado de espírito, com as fragilidades, incertezas ou com a certeza do caminho que está a ser seguido.

Há dias em que escrevo e não "vos dou" os meus sentimentos aquilo que me vai na alma e remeto-os para rascunhos, sejam eles mágoas profundas ou autênticos hinos à vida

Será que é assim com todos?

Mas há dias assim, em que me apetece escrever.

E também há dias em que descrevo sonhos como se de realidades se tratassem.

E há dias em que num click rápido, publico o que escrevo ficando depois a sensação de não ter escrito tudo.

É nesses dias que fica em mim a sensação de não ter sido eu, de não ter seguido o conselho que gosto de dar e que resumo numa palava com duas letras mas que interpretado à luz do meu raciocínio tem um significado imenso.

Assim a quem "me ler" hoje deixo aqui a recomendação que me orienta: 

 

 

    

 

publicado por noitesemfim às 16:09

 

Coração é musculo, é força é vigor. Encontra-se colocado no mesmo lugar deste o primeiro momento, no peito de cada um.
Acerca dele escrevemos e reescrevemos e até dizemos: O meu coração é teu.
Esta acção de dar o coração, apenas possível em acto de cirurgia, é como sabemos figurativa. 
Por outro lado, se fosse possível dá-lo a alguém, como iríamos “reavê-lo” noutro tempo para o entregar de novo a outrem?
A quem o “entregássemos” caberia então a responsabilidade de no-lo devolver intacto.
E quem, estando em posse de bem tão precioso, está pronto para o fazer?
Entregar o coração é, por assim dizer, um acto de coragem, um risco assumido em circunstâncias de tal forma especiais que dificilmente, ou mesmo jamais se repetirá.
publicado por noitesemfim às 12:44

 

Passam-se os dias, os anos e vidas inteiras numa busca, tantas vezes desenfreada, da felicidade como se fosse objecto a encontrar ao virar da esquina.

Tanto se escreve e medita sobre o tema, que há convicções cultivadas ao longo de tempos incontáveis e que são abaladas, desmoronadas até.
Por esta busca, a da felicidade, caem impérios, reinos e acabam vidas em antecipações temporais de efeitos devastadores.
É assim que na ânsia de lhe chegar, de lhe tocar, de a sentir, actos quase insanos se cometem, não obstante aquilo que se lê e se partilha.        
E se em calma e paz de sussurros de afagos e murmúrios de afectos pudéssemos esperar por ela?
E se não havendo murmúrios de afectos, nem sussurros de afagos, ainda assim pudéssemos esperar por ela?
 
 

(Um pensamento)

  

Ás vezes sentimos o que nunca antes sentimos e é desses sentimentos novos que fazemos o ponto de partida rumo a um futuro que desejamos novo, tal como os sentimentos que lhes deram razão de existir.

 

 (Um outro pensamento, uma quase certeza)

 

 

publicado por noitesemfim às 00:43

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