Neste meu espaço aberto, está exposto um livro incompleto......

17
Jul 09

 

Não sei quantas almas tenho
 
Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
 
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
 
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo: "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.
 
Por "aqui" andei, pelas "páginas do meu ser" e "fiquei nesta" agora,  Deus sabe, porque o escreveu.
  

 

publicado por noitesemfim às 13:48

Passa o tempo, o caminho alonga-se, a objectividade vem chegando.

Esbatem-se passados na esperança de futuros. Neste tempo que tem passado desde que a viagem teve início, distâncias têm aumentado inexoravelmente.

Outras há que de forma súbita, vindas do nada, tomam formas de tudo. 

Mãos que se afastam, corações que se aproximam.

São distâncias a que se cumprem, umas irreversíveis, outras ainda embriões.  

Interrogações vão sendo respondidas, sobressaltos vão acalmando, revoltas e raivas a definhar.

Esperanças, outras, a nascer.

O brilho volta ao olhar, o sorriso retoma a sua forma, agora de forma suave é certo, mas certo de o ser.

É este o destino.

publicado por noitesemfim às 13:09

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