Neste meu espaço aberto, está exposto um livro incompleto......

15
Jul 09

Se por momentos conseguissemos parar a vida e o tempo continuasse a correr, como seria o despertar depois desses momentos?

Será que seria assim?

 

Pára a vida, pára o mundo

Por momentos a mente pára

Olhares perdidos bem no fundo

Duma profundidade bem clara

 

A serenidade seria infinita

A calmaria da alma sossegada

A frase pensada, não dita

O sentir a vida alinhada

 

Não poder despertar ainda

Deste torpor, deste desejo

Sentir de súbito a vinda

Não do ser, mas ter ensejo

 

Despertar tão suavemente

Como se não tivesse sonhado

Um quadro brilantemente

Qause pronto, mas inacabado 

 

 

 

publicado por noitesemfim às 23:38

De sorte, Maria entrou, acolheu o chamamento, o apelo à fuga à solidão.

Devagar, pé-ante-pé, passinhos curtos como quem atravessa a vau um rio sem lhe conhecer os baixios, sem lhe conhecer as correntes, ou as manhas.

Depois, levada pelo suave marulhar das água calmas, deixou-se embalar, despiu um pouco a alma, estendendo sem medo o corpo na tepidez da corrente e fez-se Luisa.

De sorte, à sorte de uma companhia atormentada no momento, foi-lhe dado fragmento duma vida, ao conhecimento.

De sorte soube ler, constrangimento sentiu. 

Despiu-se um pouco mais, expondo dor passada, não esquecida certamente, como quem segura o seu próprio livro e o vai folheando para outrém ler, porque crê que o saberá.

De sorte, a sorte sorriu e por breves momentos a solidão partiu. 
De sorte.  

      

publicado por noitesemfim às 03:59

O momento único em que um ser humano é gerado dá início a um livro, aquilo que apelido de livro da vida.

E cada um tem o seu cuja exclusividade, não é possivel plagiar.

Momentos marcantes como o nascimento, o primeiro sorriso, o primeiro esboço de uma palavra, o primeiro passo, são capitúlos tão belos como só a inocência pode tranasmitir.

Mas outros capitúlos são igualmente belos tais como a primeira paixão, o primeiro beijo envergonhado, o primeiro passeio de mão na mão e tantos outros de beleza extraordinária.

Outro dos mais belos é passado qause num momento de sonho, o ir ao Altar e perante Deus e os homens, jurar. "Juro que te amarei até que morte nos separe", é porventura um dos outros maravilhosos momentos e assim é porque prevê um caminho a dois até as raizes não suportarem mais o peso do tempo.

Durante aquele tempo, acontecem outros capitúlos, como o nascimento dos filhos, instantes maravilhosos que nos fazem ter a sensação de que o tempo não vai acabar nunca. E assim devia ser.

Mas tantas vezes não é.

Vezes sem conta a natureza se encarrega de fazer parar o livro da vida e entrga à morte um ser inacabado.

Vezes sem conta é o destino, o fado.

Demasiadas vezes é a vida que pára a sua própria escrita.

Mas tenho a convicção de que o homem na sua sede insaciável de mudança é o maior responsável pelo facto de muitos livros belos e maravilhosos não cunprirem o seu fim.

 

Será aqui que tem cabimento uma frase tantas vezes ouvida de geração em geração?

 

DEUS PÕE E O HOMEM DISPÕE

  

 

publicado por noitesemfim às 01:38

Esta noite, quando a noite for dentro, muito dentro dela própria, dormirei.

Serei embalado na crista das ondas de um mar calmo, que morrem suavemente em areia branca de uma qualquer praia.

Aí ficarei sem despertar e sonharei.

Quando o quente e suave amanhecer estiver para acontecer, será na tua imagem que irei deleitar o meu olhar, e tal como o amanhecer, será suave e doce o meu despetar.  

publicado por noitesemfim às 00:44

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