Neste meu espaço aberto, está exposto um livro incompleto......

06
Jun 09

Gosto de ler, sempre gostei desde os tempos em que comecei a ter nas minhas, então pequenas mãos, um livro. Um livro é ainda hoje um companheiro inseparável das minhas noites, das que durmo e mais daquelas em que o não posso fazer. Não posso precisar quantas páginas de quantos livros, já terei vincado, quer tenha sido no canto inferior direito ou superior esquerdo ou em qualquer dos cantos. Por força de circunstâncias várias, uma delas as prateleiras cheias, cheguei a ter uma "montanha" de livros na mesinha de cabeceira, hoje não, arrumei-os numa pilha a partir do chão até que outros lhe façam companhia e a altura da pirâmide não lhe permita equilibrio e então vão mesmo para a inevitável caixa de cartão.

Numa das minhas deambulações pela casa tropecei na  pilha de livros e um dos que ficou desalinhado chamou-me particularmente á atenção não por relembrar de imediato do conteúdo, essa memória veio depois, mas apenas pelo título " As palavras que nunca te direi" de Nicholas Sparks.  Soube de imediato que o seu conteúdo tinha passagens com que me identifico hoje, agora, neste instante e nos instantes que tem sido a minha vida de há um tempo. Não por idênticas razões.

amor entre os seres humanos que o livro retracta é fortuito, sem limites, sem constrangimentos, é afinal de tudo intemporal.

Sem presunção, talvez tenha o condão de aguçar o apetite a algum "bloguista" que por ventura leia este post, um dia.

  

 

 

publicado por noitesemfim às 22:42

 

Ontem, dia quatro de Junho, um ser humano entre os milhares, quiça milhões, foi depositado na terra que o há-de consumir até ser pó cinza e nada.

Que tem este facto de tão extraordinário, então?

Apenas o facto de ter sido a mulher que me pôs no mundo anos atrás.

Apenas o facto de ter sido a mulher que mais me amou, a par de outra, de forma incondicional.

Na mágoa, na dor da perda, tive a ousadia de lhe dirigir as palavras, que aqui deixo.

 

Mãe, 

Maria, como a Senhora que olha por todos nós.

Eis-nos a breves instantes de te entregar de volta à terra onde serás pó, po de onde o Senhor te tirou um dia, para te tornar carne como qualquer mortal.

E eu tive o previlégio de ser carna da tua carne, sangue do teu sangue.

Neste momento de tão profunda dor, sinto o misto de alegria por estar certo que a tua alma já terá encontrado a do teu companheiro de meia vida, tua, teu esposo e meu pai e é com júbilo redobrado que terá também reencontrado a da tua companheira da vida inteira, tua irmã Mariana.

Certo que um dia, também a minha reencontrará as vossas e aí as minhas lágrimas agora de dor em alegria se tornarão.

Até lá, querida mãe   

publicado por noitesemfim às 20:31

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