Neste meu espaço aberto, está exposto um livro incompleto......

30
Jun 09

DO PRINCÍPIO ATÉ AO FIM......

 

Desde que irrompeu pelo meu caminho, tornou-se impossivel imaginar a vida sem a sua presença de forma constante. Quando não está por perto sou invadido pela profunda sensação de estar vazio, sensação de vácuo de desorientação de rumar sem destino. Falta-me o chão, a segurança transmitida pelo olhar sorrindo em concordância ou não.

Falta-me o céu e os sonhos são breves, demasiado breves.

A vida, a minha vida é o meu amor que me faz melhor, mais carinhoso, mais gentil, e é em si que encontro a força para respirar e mater vivo o corpo.

A minha vida é o meu amor, sendo ele TU.

 

Autor: Eu mesmo

Dedicatória: Ao meu Amor 

publicado por noitesemfim às 00:45

Que Feliz Destino o Meu

 

 

MOTE

«Que feliz destino o meu
Desde a hora em que te vi;
Julgo até que estou no céu
Quando estou ao pé de ti.»

GLOSAS

Se Deus te deu, com certeza,
Tanta luz, tanta pureza,
P'rò meu destino ser teu,
Deu-me tudo quanto eu queria
E nem tanto eu merecia...
Que feliz destino o meu!   

Às vezes até suponho
Que vejo através dum sonho
Um mundo onde não vivi.
Porque não vivi outrora
A vida que vivo agora
Desde a hora em que te vi.

Sofro enquanto não te veja
Ao meu lado na igreja,
Envolta num lindo véu.
Ver então que te pertenço,
Oh! Meu Deus, quando assim penso,
Julgo até que 'stou no céu.

É no teu olhar tão puro
Que vou lendo o meu futuro,
Pois o passado esqueci;
E fico recompensado
Da perda desse passado
Quando estou ao pé de ti.

António Aleixo in Este Livro que Vos Deixo

publicado por noitesemfim às 00:13

29
Jun 09

 

 

 

 

Desde o momento em que o ser humano é gerado, dá-se início a um ciclo de vida por etapas, etapas essas que por sorte ou azar e agora até com a ajuda da medicina, se vão cumprido até ao dia em que a morte chega ou que Deus nos chama para o seu lado - para quem crê - eu creio.

Mas na verdade, o ciclo sempre se cumpre, quer se acabe cedo ou tarde.

Por vezes dou comigo a pensar de que serve projectar-me para um amanhã se não sei se ele vai existir. Vejamos então que é o amanhã? O amanhã não tem que ser vinte e quatro horas depois, pode acontecer a qualquer milésimo de segundo após a eleboração de um projecto, de uma forma de agir, de uma palavra ou apenas do simples acto de respirar. É a constatação de factos que me levam a afirmar isto.

Pensamos, na maioria das vezes, que amanhã é que vou fazer isto ou aquilo. mas na realidade quem uma vez disse "não deixes para amanhã o que podes fazer hoje" talvez tivesse razão.

É que os actos, palavras e omissões podem não chegar a ter reflexo no futuro que sempre projectamos para mais longe que o momento em que estes tomam forma na nossa mente, no pensamento. 

É racional este modo de agir, adiar as coisas por forma a dar-lhes outra forma. Mas é também um engano, uma mistificação da realidade. Tantas vezes adiamos actos e palavras, que quando acabamos por as realizar, estão fora de prazo, não era ali que deviam ter sido executadas ou colocadas. Era no tempo certo ou então talvez jamais. Mas o facto é que de uma forma que apelidamos de corajosa, sem nos importarmos com as consequências e alardoando o " mais vale tarde que nunca" partimos para a luta, tantas vezes a destempo. Não sou contrário a este lema, mas por vezes e quantas, as consequências são mais profundas por assim agirmos. 

Bem, mas são os nossos desejos, as nossas convicções, muitas vezes suportadas pelo desejo de ter o que nunca tivemos mas que vemos ao nosso lado e então "puxando" duma coragem, suportada por exemplos, uns bons outros nem tanto, estabelecemos que o prazo acabou sem que pesemos os prós e os contras, em consciência.

É mudar de rumo, é traçar novos horizontes, é procurar tantas vezes partir atrás das quimeras que a nossa mente desenvolve quase sempre em sonhos. 

Na realidade durante as etapas do desenvolvimento do ser humano, é-lhe incutido um sem número de princípios, quase sempre pelos progenitores que o amam incondicionlmente - haverá excepções infelizmente - pelos educadores externos ao círculo familar e também hoje vai havendo maus exemplos nesta área,infelizmente também, mas a normalidade é aquela que rege os pricipios da lealdade, da camaradagem e do amor ao próximo e a si próprio, nesta ou noutra ordem sequencial e de acordo com a preferência individual, que normalmente é regida pela posição em que cada um coloca a sua própria cabeça para melhor "olhar o seu umbigo" e cumprir então mais uma etapa.

Certo, mesmo certo é que não consiguiremos jamais saber quando e como acaba uma etapa da nossa vida, por melhor que a projectemos.

Sei que na actual sociedade o "carpe diem" toma cada vez mais adeptos, mas será mesmo o melhor? 

Parece limitar as etapas que o ser humano não deveria controlar por forma a absorver os pequenos e grandes momentos e não se limitar à sua pequenez.            

publicado por noitesemfim às 23:05

O Beijo Mata o Desejo

 

MOTE

«Não te beijo e tenho ensejo
Para um beijo te roubar;
O beijo mata o desejo
E eu quero-te desejar.»

GLOSAS
Porque te amo de verdade,
'stou louco por dar-te um beijo,
Mas contra a tua vontade
Não te beijo e tenho ensejo.

Sabendo que deves ter
Milhões deles p'ra me dar,
Teria que enlouquecer
Para um beijo te roubar.

E como em teus lábios puros,
Guardas tudo quanto almejo,
Doutros desejos futuros
O beijo mata o desejo.

Roubando um, mil te daria;
O que não posso é jurar
Que não te aborreceria,
E eu quero-te desejar!   

Antóno Aleixo (in Este Livro Que Vos Deixo)

publicado por noitesemfim às 22:57

28
Jun 09

 

 

 

É tarde na noite, lá fora chove, ia deitar-me e súbitamente lembrei-me de abrir o blog na convicção de que há sempre um noctivago como eu, que se lembra de colocar umas palavras, muitas delas sábias, comentando algo, que com mais ou menos inspiração vou transportando para esta tela. 

Valeu a pena e esta mais valia despertou-me, não só da letragia do cansaço mas tambem para as coisas que valem ou valeram a pena serem vividas.

Valeu a pena ter vivido o que vivi, é refrão de fado também, mas valeu a pena ter visto o mundo com os olhos meus e os seus.

Valeu a pena ter sentido o que senti, valeu a pena ter-lhe sentido o pulsar do coração.

Valeu a pena ter amado como amei, valeu a pena ter tido a sua paixão na minha pele.

Valeu a pena ter profiado como fiz, valeu a pena ter-lhe até acariciado o cabelo.

Valeu a pena ter passado o que passei, valeu a pena ter com ela um passado.

Valeu a pena ter lutado o que lutei, valeu a pena ter-lhe sentido as dores do parto.

Valeu a pena ter sofrido o que sofri, porque outras dores hei-de ter mas nunca iguais.

 

Por aqui vou ficando, parafraseando o poeta:

Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena. 

 

E a minha não é.

 

PS: Deixo aqui os meus sinceros agradecimentos ao leitor silencioso do meu blog por me ter despertado com o comentário 

 

publicado por noitesemfim às 04:38

22
Jun 09

Hoje não me apetece muito escrever, mas como um cigarro que vem às mãos inadvertidamente e da mesma forma é aceso, as palavras vão surgindo de forma desordenada primeiro, depois as ideias a clareaem e e exposição surge sem preço nem custo. Ah lembrei-me subitamente de uma frase sobre o facto de o sol nascer todos os dias.

Aqui fica exposta à leitura e comentário:

 

LEMBREM-SE SEMPRE QUE APESAR DE NÃO PODERMOS VOLTAR ATRÁS E RECOMEÇAR TUDO DE NOVO, É-NOS SEMPRE POSIVEL, EM TODO E CADA MOMENTO EM QUE O SOL INAUGURAR O «AGORA», PLANEAR E CONSTRUIR UM NOVO FIM.

 

 

  

publicado por noitesemfim às 23:12

20
Jun 09

Quando o nosso mundo desaba é na lenta agonia dos dias que demoram como séculos a passar,  revisitar o passado, é prática comum a qualquer de nós.

Procuramos as boas e as más recordações. Perante as boas sorrimos, tentando reviver o momento. Quando enfrentamos - na memória, claro - as más temos a tendência a procurar a explicação, descobrir a destempo  as causas que levaram a tais efeitos.

Eu, como qualquer dos "amigos", "adicionados" ou "adicionaram-me" reajo e comento "causas" aqui expostas.

Perante as memórias dos momentos de felicidade dos "escritores", congratulo-me com as "boas novas" e por aqui nos blogs, há realmente quem saiba escrever.

Perante casos expostos sobre momentos menos bons, sentimentos, desilusões lamento-os e incentivo à luta.

Há porém relexões, declarações de intenção que me merecem especial atenção e que de uma forma velada ou não comento, remetendo-me ao silêncio ou volto ao blog inteiro e se ele tem história, tempo, procuro analisá-la e como qualquer outro "bloguista" faço então o meu comentário.

Talvez por ser "novo" nestas andanças não tenha já relacionado quem conhece quem, embora me pareça que há-de haver quem conheça quem, por via da profissão ou do passa palavra, ou do contacto directo. Perante esses casos não tenho qualquer dúvida de que os comentários tipo: estás mal, muda, força, etc., serão emitidos com conhecimento da causa e logo cada um profere o seu juizo de forma racional.

Há no entanto alguns "amigos" ou dos outros, que sempre incentivam à mudança com comentários tipo " faz o que é melhor para TI, és TU que escolhes. 

Se não temos conhecimento profundo do assunto podemos estar a indicar um caminho que outras formas pode ter do que aquela que parece ser no momento, embora não seja cert que o encorajamento aqui deixado não tenha obrigatóriamente força de lei.

Não possuo qualquer doutoramento seja ele em psicologia, em direito ou noutro daqueles que dão direito ao canudo. O meu "doutoramento" é o que resulta da vida vivida, do trabalho como ganha pão. Sem modéstia sou um bom profissional, bom pai, amo os meus filhos, era um bom marido, amo a minha mulher e até sou uma boa pessoa.

Então para que não restem dúvidas quanto ao que escrevo e que mais não é do que uma dúvida, solicito iluminação a quem ler, sobre o facto de quase sempre afirmarmos que a individualidade é mais importante que o colectivo e que a mudança é sempre necesária pese embora o facto de ela acontecer ao ser humano desde o momento em que é gerado, como se isso não bastasse.

Não sou avesso à mudança, mas não a qualquer preço e muito menos por razões de egoismo e egocentrismo e muito menos por inveja. Essa é abominável.

          


19
Jun 09

 

Não vou descrever algo que é indiscritivel, que apenas se sente. E sente-se de várias formas em várias fases. Não afirmo que o amor é eterno, porque o eterno não tem fim à vista, continua para além da morte.

Há no entanto uma conjugação de sentimentos cuja variante pode tomar diferentes formas à medida que o tempo evolui, seja este medido em horas ou dias.

A minha anterior convicção é baseado no facto de que tudo o que nos rodeia é uma constante influência e aqilo que sentimos agora, agora mesmo não é seguramente o que sentiremos na hora sequente.

Vive-se constantemente à procura de algo melhor, diferente, para nos motivar na busca de algo que nos faça sentir que fazemos falta a alguém, ou da falta que lhe fazemos.

Na voragem dos tempos actuais, na incansável correria o tempo escasseia até para fazermos sentir ou dizer a quem amamos algo como: és linda e isso pode e leva vezes demais até à necessidade de haver terceiros numa relaçaõ que devia ser a dois. Culpa da vida será  mas verificam-se esbanjamentos de amor em prazers instantâneos, curtos, nadas afinal ou no final.

São trocas feitas sem verificar em qual dois lados da balança está o que perdura até à passagem para a eternidade, vidas desfeitas, por momentos, por milésimos de segundos em que não houve tempo nem vontade pra parar.

 

      

publicado por noitesemfim às 00:28
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15
Jun 09

Qual criança da pré-primária hoje roubei um beijo, um não, dois e depois vim correndo.

Enquanto corria conservava nos lábios, ainda conservo, o odor de ti, a macieza do teu rosto. Como se fosse preciso um beijo roubado para me lembrar. Ah não, não seria preciso, tal a maneira como estão todos os teus sinais gravados na minha memória em mim dirrei mesmo.

Imagino o infindável número de sensações se tivesse tido a coragem de aflorar os meus lábios aos teus. Veria de perto as estrelas do céu, deslumbrar-me-ia como se fogo de artifício tratasse e quereria sem medo de me queimar tocando-lhe.

Imagino então o universo de sensações se pudesse acariciar-te a face, o cabelo, o corpo inteiro.

Mas como os meninos da escola, apenas me atrevi a beijar-te o rosto. O coração aos pulos pela ousadia, a pele arrepiada e a sensação de frio, a transformar-se em rubor que não te deixei ver.

E assim é, roubar-te um beijo é bálsamo para a alma..

  

publicado por noitesemfim às 23:01

14
Jun 09

Parabéns à minha filha.

À minha filha que, hoje cumpre 28 primaveras, como é usual dizer-se, foi, é e será, através dos tempos alguém muito especial e quando esta afirmação faço, não está ainda imbuida da carga emocional que eu como pai lhe dedicarei à frente. É especial porque é generosa, altruista direi, capaz de se despojar de bens quer materiais, quer emocionais para que outrém não se sinta infeliz. O coração de ouro.

Como qualquer jovem tem as suas ambições, seus anseios, seus designios mas nunca vi atropelos para alcançá-los. No entanto consegue mantê-los e quem assim é terá necessariamente que ter sucesso. É humilde, qualidade hoje um pouco rara nos jovens, mas não subserviente. 

Agora o pai:

Agradeço a Deus, por seres minha filha, reconheço em ti genes de gerações acabadas recentemente. Alguns destes terão sido passados por mim, teu progenitor, mas não tão vincadamente afirmados nos mais pequenos gestos, tregeitos, palavras e especialmente capacidade de amar.

Agradeço a Deus ter-te dotado dessa virtude de perdoar, de abraçar problemas que não te pertencem e com eles viveres e chorares e rir e chorar, tudo em nome da amizade que tens capacidade de dispensar a outros.

Agradeço a Deus a benção  que me deu há 28 anos atrás.

Não tenho que te agradecer por seres minha amiga eu sei, mas é a mensagem que deixo aqui dirigida a a ti, sem equivocos para qualquer leitor.

Sei que estarei sempre pronto para te amar de forma incondicional da mesma forma que não preciso nunca de te pedir um gesto de carinho.

Todo o meu amor,

 

  Teu pai

publicado por noitesemfim às 00:44

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